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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Viver ou Juntar Dinheiro?


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Max Gehringer
 

Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários. Lá vai:
 

-  "Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.
 

Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa... Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário.
 
Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária.

É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?

Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
 
Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!

Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida".
 

"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.

Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço." 

terça-feira, 20 de março de 2012

Só de sacanagem (texto) Ana Carolina e Seu Jorge


Bom, e aí, resolvi fazer umas coisas que não tinha conseguido fazer antes e queria... fiquei com vontade de encontrar umas pessoas que eu não tinha encontrado ainda. O primeiro nome forte que me veio foi Tom Zé, esse gênio maravilhoso, e, quando eu encontrei com ele, eu encontrei carinho, abrigo e uma pessoa mais incrível ainda que teve uma grande sacada nessa nossa primeira parceria chamada Unimultiplicidade, onde cada homem é sozinho a casa da humanidade. Valeu Tom! E antes de fazer essa canção, eu queria ler um textinho aqui da Elisa Lucinda, chama-se Só de sacanagem.
Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'
Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

domingo, 11 de março de 2012

SER BOM


Para começo de conversa, EU NÃO SOU BOM, já até tentei ser o melhor, mas sempre que tentava algo ou alguém me impedia de chegar lá não que eu não tenha vontade de ser bom ou de melhorar com meus e tudo o que vocês possam imaginar para que o que eu faça seja considerado como referencia, mas também cheio de dúvidas que tenho onde acredito que possa ser uma falha em minha formação humanística ao longo desse desenvolvimento e só agora tomei consciência dessa falha, pois inconscientemente sempre acreditei que tomar partido de algo, alguma coisa poderia ser ruim mas conscientemente sempre tive vontade de tomar e nunca conseguia, vejo que estou onde estou não por escolha e sim pelas oportunidades que surgiram durante a vida não sou como aqueles filhos de pessoas com um poder aquisitivo bom, onde ao nascer seu plano de vida já está completamente formado ou estruturado. Sempre estudei em escola pública e me orgulho disso, tanto orgulho que após 7 anos de terminado os meus estudos (ensino médio) regresso agora com outras perspectiva e acreditando sim que através da minha ação efetiva nessa instituição de ensino possa melhorar a vida de cada aluno ou de cada pessoa envolvida nesse processo com isso percebi que para isso NÃO PRECISO SER BOM, só preciso dar o melhor de mim a cada dia para que a formação dos meus discentes seja efetiva e assim ensinando-os que e sanando todas as duvidas que podem ocorrer não vejo meus alunos com "diferencia", parece até hipocrisia mas acredito no potencial de cada um e pretendo sempre ensinar o melhor e da melhor maneira possível para assim no termino do processo poder dizer que sempre fui trabalhador honrado e digno da profissão que me escolheu, se isso é SER BOM pra mim não importa, pois sei que em cada etapa da aquisição do conhecimento de meus alunos com todas minhas limitações tenho a certeza que fiz o possível e as vezes o impossível para que eles possam ter um ensino público de qualidade e possam escrever seu futuro da forma e maneira que assim o desejar, pois em meu meio viso a educação e formação dos discente como prioridade e não o agrado e as partes burocráticas.